sexta-feira, junho 10, 2005

PEDAGOGIA DE PROJETOS

PEDAGOGIA DE PROJETOS: UMA NOVA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM PARA A ESCOLA DOMINICAL
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Marcos Tuler


A Pedagogia de Projetos surgiu no início do século passado com o americano John Dewey. Este renomado educador, baseou-se na concepção de que a “educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura”. Em outras palavras, a escola deve representar a vida prática, presente, do cotidiano.
No âmbito da educação cristã, os ensinamentos bíblicos ministrados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. O professor precisa estar ciente de que todo o ensinamento bíblico ministrado na ED está, naturalmente, carregado de realidade e senso prático: “Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto as minhas palavras como as minhas ações...” (Fp 4.9 ARA).

O que é Pedagogia de Projetos

A Pedagogia de Projetos pode ser definida como um método no qual a classe se ocupa em atividades proveitosas e com propósitos definidos. Em outras palavras, é o ensino através da experiência. Este método coloca o aluno em contato com algum projeto concreto em que esteja interessado e em que planeje o empreendimento, colha as informações, e finalmente, leve a efeito os seus planos.
É necessário que o projeto vise um propósito real, e tenha valor prático para o ensino. Na Escola Dominical, o método de projetos assume um aspecto extracurricular, isto é, não é feito totalmente dentro do período de aula. Muitos trabalhos são iniciados em casa e concluídos na sala de aula.

Considerações importantes

No trabalho com projetos o próprio aluno constrói o conhecimento. O professor apenas propõe situações de ensino baseadas nas descobertas espontâneas e significativas dos alunos.
Com o trabalho de projetos, aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos. Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.

Objetivos
Em virtude de as atividades educativas serem elaboradas por alunos e professores, um dos principais objetivos da Pedagogia de Projetos é promover a integração e a cooperação entre docentes e discentes em sala de aula.
Os projetos devem visar também a resolução de algum problema ou algum empreendimento que esteja em harmonia com os interesses dos alunos, e relacionados às suas próprias experiências.

Principais características

Uma das principais características de um trabalho educativo realizado por projetos é a intencionalidade. Todo projeto deve ser orientado por objetivos claros e bem definidos. O que pretendo com a realização deste trabalho? Quais resultados posso esperar? Em que sentido meus alunos serão modificados?
A flexibilidade é outra característica importante. O planejamento de trabalho deve ser flexível, de modo que o tempo e as condições para desenvolvê-lo sejam sempre reavaliados em função dos objetivos inicialmente propostos, dos recursos à disposição do grupo e das circunstâncias que envolvem o projeto.
A originalidade do projeto demonstra que cada grupo é único, isto é, possui características próprias. Seus participantes têm ritmos e estilos diferentes. Portanto, o trabalho de um grupo não deve ser comparado com o de outro ou contestado. A resolução do problema proposto pelo projeto de trabalho, se dará em função das experiências e expectativas dos componentes de cada grupo. O projeto de trabalho deve se desenvolver apoiado na realidade de cada grupo.

Mudanças de paradigmas necessárias ao trabalho com projetos
O que precisa ser modificado numa proposta de ensino voltada para projetos?

1. O conceito e a metodologia de ensino.
a) Ensinar não é somente transmitir conhecimentos. Ensinar não é somente transferir conhecimento de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar, é estimular para a identificação e resolução de problemas, é ajudar a criar novos hábitos de pensamento e ação.
b) O ensino deve ser centrado no aluno e não no professor ou conteúdo. O ensino centrado no aluno tem por objetivo criar condições favoráveis que facilitem a aprendizagem e liberar a capacidade de auto-aprendizagem do aluno, visando o seu desenvolvimento intelectual e emocional.
c) O ensino deve ser participativo e não unilateral. O aluno participa ativamente do processo ensino-aprendizagem, em vez de comportar-se passivamente como receptáculo do conhecimento alheio.
d) O ensino deve visar o contato do aluno direto com a realidade. A maioria dos professores utiliza-se da preleção (exposição oral) para ministrar suas aulas: explanações, informações, definições, enumerações, comentários, tudo transmitido oralmente. O professor precisa evitar o excesso de verbalismo em suas aulas. Precisa mostrar aos alunos os elementos relacionados às palavras a que se referem. O professor deve trabalhar com recursos didáticos visuais e audiovisuais: ilustrações, cartazes, gráficos, fotos, desenhos, figuras, gravuras, mapas, objetos, materiais tridimensionais etc.
O professor não deve apenas narrar um fato para que se chegue aos ouvidos, mas representá-lo graficamente para que se imprima na imaginação por intermédio dos olhos.

2. O tratamento do conteúdo de ensino.
a) O conteúdo dever ser contextualizado; aplicado à realidade dos alunos. Os ensinamentos bíblicos ministrados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os conteúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. Nenhum educador cristão deverá limitar-se ao conteúdo de uma matéria de ensino disposta em livro ou revista didática. Antes, deve ele em sua prática docente, considerar suas próprias experiências de vida como singular fonte de material útil ao bom êxito do ensino. Os livros que o professor lê, as pessoas com quem tem contato diariamente e cada experiência pessoal poderão constituir excelentes materiais para auxiliá-lo na suprema tarefa de esclarecer a Palavra de Deus a seus alunos.
Apesar de o material didático especializado ser de suma importância, nunca deverá o mestre desperdiçar a oportunidade de enriquecer suas aulas com sua prática de vida.
b) As informações devem ser transformadas em conhecimento. O professor não deve valoriza-las excessivamente.
Com o advento da globalização, a informação e o conhecimento estão à disposição de todos. Hoje uma pessoa pode ter acesso num só dia a um número equivalente de informações que um sujeito teria a vida inteira na Idade Média. A massa de conhecimento da humanidade que hoje dobra a cada dois anos, dobrará a cada 80 dias nos próximos 10 a quinze anos.
É quase impossível para o professor da classe de Escola Dominical competir com seus alunos, principalmente os jovens, em termos de quantidade de informação. Isto em função de os jovens passarem a maior parte do tempo conectados à Internet. O que fazer?
Os professores deverão ajudá-los a selecionarem e priorizarem as melhores informações para transformá-las em conhecimento útil às suas vidas em todas as áreas.

3. O conceito de aprender
Até o séc. XVI aprender era memorizar. A partir do séc. XVII Comenius considerou que aprender implica: compreender, memorizar e aplicar. Atualmente sabe-se que aprender é um processo lento, gradual e complexo. Envolve mudança de comportamento.
“Fixar, compreender e exprimir verbalmente um conhecimento não é tê-lo aprendido. Aprender significa ganhar um modo de agir”. (Anísio Teixeira)
O processo de ensinar tem como conseqüência obrigatória, o processo de aprender. Se o professor ensinou e o aluno não aprendeu, não houve verdadeiro ensino.

Planejamento
Quais atividades serão propostas? De quais materiais e ferramentas irão precisar? Quanto vai custar? Quais disciplinas serão envolvidas? Como conduzirá o projeto? Quantas aulas disporá para executá-lo? Quais estratégias usará para manter seus alunos interessados?
Os participantes deverão conhecer antecipadamente todas as etapas do trabalho. Deve-se considerar a quantidade de pessoas envolvidas, os recursos disponíveis, a metodologia utilizada, as fases e o prazo de execução (cronograma), os critérios de avaliação etc.
É imprescindível que a elaboração do planejamento seja realizada coletivamente pelos participantes.
No planejamento o professor deverá fazer aos alunos o seguinte questionamento:

O que? – Sobre o que falaremos/pesquisaremos? O que faremos neste projeto?
Por que? – Por que estaremos tratando deste tema? Quais são os objetivos?
Como? – Como realizaremos este projeto? Como operacionalizaremos? Como poderemos dividir as atividades entre os membros do grupo? Como apresentaremos o projeto?
Quando? – Quando realizaremos as etapas planejadas?
Quem? – Quem realizará cada uma das atividades? Quem se responsabilizará pelo que?
Recursos? – Quais serão os recursos – materiais e humanos – necessários para a execução do projeto?

Etapas de um projeto
Escolher o tema
Planejar e organizar as ações (divisão dos grupos, definição dos assuntos a serem pesquisados, objetivos, recursos, procedimentos e delimitação do tempo de duração)
Partilhar periodicamente os resultados obtidos ao longo da execução do trabalho
Estabelecer com o grupo os critérios de avaliação
Avaliar cada etapa do trabalho, realizando os ajustes necessários
Fazer o fechamento do projeto

A escolha do tema
O tema poderá ser escolhido pelo professor, por um aluno ou em comum acordo com a classe. O importante é que ele seja de interesse de todos os que nele estarão trabalhando. Exemplos de temas: Vocação, drogas, sexualidade, temas bíblicos, teológicos, comportamento social etc.
Pode-se trabalhar com um único tema para todos os grupos, ou com um único tema onde cada equipe trabalha com uma particularidade, ou ainda com diversos temas.
É necessário que alguns questionamentos sejam feitos na escolha do tema: Até que ponto ele vai despertar e manter a atenção dos seus alunos? Quanto contribuirá para ampliar o conhecimento deles? Quais as vantagens e desvantagens de escolher este ou aquele tema?

Os objetivos
O que você pretende alcançar com este projeto? O que gostaria que seus alunos aprendessem com ele?

Problematização
Nesse momento os alunos irão expressar suas idéias, conhecimentos e questões sobre o tema escolhido. Neste momento, suas experiências, saberes e história de vida deverão ser bastante valorizados.

Pesquisa e produção
Nesta fase é fundamental a atuação do professor no acompanhamento da execução do trabalho. Suas intervenções devem levar os alunos a confrontarem suas idéias, informações e conhecimentos com outras visões de mundo, ou seja, outras maneiras de ver e analisar o problema que deu origem ao projeto. A diversidade de visões traz maior riqueza às discussões e o seu confronto favorece o exercício da autonomia e da responsabilidade do aluno sobre sua própria aprendizagem.
O professor poderá contribuir com o trabalho, trazendo para a sala de aula diferentes fontes de informações tais como: jornais, revistas, livros, documentos, textos colhidos na Internet, organogramas, mapas etc., tudo de acordo com a proposta do trabalho.
O trabalho deverá integrar-se com ações pedagógicas tais como: visita a bibliotecas, entrevistas com pessoas da comunidade, vinda de pessoas de outros lugares para trocar idéias e experiências sobre o tema em questão.
Na hora de formalizar o projeto oriente-se pelo seguinte esquema:

Turma a que se destina (faixa etária)
Duração
Justificativa (por que escolheu o tema)
Objetivos
Conteúdos trabalhados (disciplinas e assuntos que serão abordados)
Estratégias/procedimentos (como alcançar os objetivos)
Material necessário (relacione os recursos necessários)
Avaliação (como pretende avaliar os alunos)

Avaliação
A avaliação da ação pedagógica deve contar com a participação de todos os envolvidos, tendo sempre um olhar direcionado aos objetivos propostos e aos papéis desempenhados.
O professor, ao acompanhar o desenvolvimento do Projeto, pode não só avaliar sua atuação, como também ser avaliado pelos alunos.
A avaliação do aluno deverá ocorrer durante todo o processo e servir como parâmetro para o replanejamento das atividades em novos projetos. O próprio aluno pode se auto-avaliar considerando sua atuação e desenvolvimento no processo educativo.

Conclusão
Apesar de definidas as etapas de desenvolvimento de um Projeto de Trabalho, elas têm de ser consideradas como parte de um processo contínuo, sujeito a mudanças e recontextualizações de acordo com as necessidades que surgem no grupo durante a sua execução: jamais poderão ser reduzidas a uma lista de objetivos e etapas estanques a serem seguidas passo a passo. O planejamento deve ser suficientemente flexível para incorporar as modificações que se façam necessárias no decorrer de seu desenvolvimento.
Os conteúdos, as habilidades, a criatividade, por serem trabalhados em um contexto que dá a eles significado, são construídos de forma que os alunos não os vêem como compartimentos fechados do conhecimento, utilizáveis apenas na situação discutida em sala de aula. Ao contrário, essa metodologia possibilita aos educandos estabelecer relações em outras situações a partir do conhecimento apreendido, habilidade extremamente necessária e valorizada na sociedade atual.
Em sua prática docente, o professor de Escola Dominical cônscio de suas responsabilidades, deve preocupar-se não apenas em ampliar o cabedal teórico de seus alunos, mas em orientá-los quanto à necessidade de traduzirem seus conhecimentos em ação dinâmica e eficaz. A pedagogia de projetos é uma excelente aliada do professor no cumprimento desse propósito.

Marcos Tuler






sábado, junho 04, 2005

Livros do professor Marcos Tuler



Manual do Professor de Escola Dominical: Um curso completo de Didática Aplicada à realidade do ensino cristão.



Dicionário de Educação Cristã: 650 verbetes que esclarecem o significado de termos relacionados as áreas da Pedagogia, Didática, Prática de Ensino, Psicologia, Teologia e outras disciplinas afins.



Recursos Didáticos para a Escola Dominical: Um livro que ensina como trabalhar com diversos recursos audiovisuais de acordo com os grupos de idade.

JEQUITIBÁS OU EUCALIPTOS ?

IDENTIFICANDO O AUTÊNTICO EDUCADOR CRISTÃO


Marcos Tuler

Certamente você já ouviu esta celebre frase: “Educação não é profissão, é vocação.” O que quer dizer isto? Educar não é somente professar, instruir, ensinar? Absolutamente não! A nobre tarefa de educar vai além das raias da informação ou simples instrução. Educar tem a ver com transmissão; assimilação de valores culturais, sociais e espirituais. Quem exerce apenas tecnicamente a função de ensinar não tem consciência de sua missão educativa, formadora de pessoas e de “mundos”. Se educar não é sinônimo de ensinar, nos vemos no dever de refletir: Quem ensina? E quem realmente educa? Em que categoria e sentido as funções do professor diferem das do educador?

Professores são como eucaliptos

O educador não deve ser considerado um simples professor, na acepção daquele que apenas ensina uma ciência, técnica ou disciplina. Educadores e professores possuem função e natureza distintas. Eles não são forjados no mesmo forno. E se de fato não são de mesma natureza, de onde vem o educador? Qual a sua procedência? Tem ele o direito de existir? Como pode ser constituído? “Não se trata de formar o educador, como se ele não existisse”, diz o professor Rubens Alves. “Como se houvesse escolas capazes de gerá-lo ou programas que pudessem trazê-lo à luz. Eucaliptos não se transformarão em jequitibás, a menos que em cada eucalipto haja um jequitibá adormecido: os eucaliptos são árvores majestosas, bonitas, porém absolutamente idênticas umas às outras, que podem ser substituídas com rapidez sem problemas. Ficam todas enfileiradas em permanente posição de sentido, preparadas para o corte e o lucro”.

Educadores são como jequitibás

Prossegue o mestre Alves, “os eucaliptos são símbolos dos professores, que vivem no mundo da organização, das instituições e das finanças. Os eucaliptos crescem depressa para substituírem as velhas árvores seculares que ninguém viu nascer e nem plantou. Aquelas árvores misteriosas que produzem sombras não penetradas, desconhecidas, onde reside o silêncio nos lugares não visitados. Tais árvores possuem até personalidade como dizem os antigos”. Os educadores são como árvores velhas, como jequitibás, possuem um nome, uma face, uma história. Educador não pode ser confundido com professor. Da mesma forma que jequitibás e eucaliptos não são as mesmas árvores, não fornecem a mesma madeira.

Como identificar os autênticos educadores cristãos

Há diferença entre professores e educadores no que se refere a práxis do ensino cristão? Como podemos distingui-los, identificá-los? É suficiente dominar métodos, procedimentos e técnicas didáticas ou ser um expert em comunicação? Óbvio que não!
Este tema, romanticamente discutido e refletido no âmbito da educação secular, assume maior importância e dimensão no da educação cristã. Nenhum educador cristão deve fracassar diante da tentação de apenas manter seus alunos informados a respeito da Bíblia e da vontade de Deus. Antes deve torná-los, através da influência do próprio exemplo, praticantes da Palavra e perseguidores da vontade divina.

Educadores têm convicção de sua chamada

Com o intuito de edificar e aperfeiçoar sua Igreja, Cristo concedeu vários dons aos homens e, dentre eles, o de mestre: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11,12). Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, “mestres são aqueles que recebem de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus”. Isto significa que, além da vocação e das aptidões naturais para o magistério, o ensinador cristão precisa ter convicção plena de sua chamada específica para o ministério de ensino cristão.

Educadores são dedicados ao ministério de ensino

Muitos são freqüentemente colocados à frente de uma classe por seus líderes, mas não receberam de Deus a confirmação de sua chamada. Não sabem realmente porque foram colocados naquela função. Como identificar os professores genuinamente chamados para serem educadores? Os chamados, enquanto ensinam, sentem seus corações inflamarem pela atuação poderosa do Espírito Santo. Eles amam intensamente sua missão. Têm dedicação em sua prática docente: “...se é ensinar, haja esmero ao ensino” (Rm 12.7b). E o que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério de ensino, ou seja, estar com a mente, o coração e a vida totalmente voltados para esse mister. Ser ensinador cristão é diferente de ocupar o cargo de professor. Envolve chamada específica e capacitação divina.

Educadores mantêm comunhão real com Cristo

Outra característica que diferencia o educador cristão de um simples técnico de ensino, é que o primeiro, mantém um relacionamento real com o Senhor Jesus. Em outras palavras, significa que Cristo é, em primeiro lugar, seu salvador pessoal, salvou-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida. Há professores que não têm certeza da própria salvação, como poderão ensinar Soteriologia? Outros não oram, não lêem a Bíblia e não têm vida devocional. São técnicos! No magistério cristão, de nada adianta ensinar o que não sente e não vive. O educador nunca ensinar aquilo que não está disposto a obedecer.

Educadores seguem o exemplo de Cristo

A melhor maneira de unirmos as funções de professor e educador é seguirmos o exemplo de Jesus. Ele foi, em seu ministério terreno, o maior professor e pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar: costumava, por exemplo, fazer perguntas para induzir a audiência a dar a resposta correta que Ele buscava; fazia indagações indiretas exigindo que seus discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem todos os conteúdos; exemplificava com parábolas, contava histórias e usava vários métodos criativos. Conforme declarou LeBar, citado por Howard Hendricks no Manual de Ensino, CPAD, “Jesus Cristo era o Mestre por excelência, porque ele mesmo encarnava perfeitamente a verdade. [...] Ele entendia perfeitamente seus discípulos, e usava métodos perfeitos para mudar as pessoas individualmente e sabia como era a natureza humana e o que havia genericamente no homem (Jo 2.24,25).”
Jesus ensinava complexidades usando a linguagem simples das coisas do dia-a-dia. Sua linguagem sempre era tangível à experiência das pessoas – emprego, problemas pessoais, costumes, vida familiar, natureza, conceitos religiosos etc. Seus instrumentos pedagógicos eram os campos, as montanhas, os pássaros, as tempestades, as ovelhas. Em suma, qualquer coisa que estivesse ao seu alcance Ele usava como ferramenta de ensino.

Educadores nunca cessam de aprender

Um autêntico educador, ao contrário de certos professores que se sentem “donos do saber”, são humildes e estão sempre com disposição para aprender. Ele não se esquece que o homem é um ser educável e nunca se cansa de aprender. Aprendemos com os livros, com nossos alunos, com as crianças, com os idosos, com os iletrados, enfim, aprendemos enquanto ensinamos.
Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. O professor-educador deve estar atento a qualquer oportunidade de aprender. Quando não souber uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe. A ausência do orgulho diante da realidade de “não saber”, facilita e promove a aprendizagem.

Educadores exercem liderança positiva

Liderança positiva é outra peça-chave na constituição dos educadores cristãos autênticos. Tendo consciência ou não, quem ensina sempre exerce liderança sobre quem aprende. Essa liderança, será positiva ou negativa, em função da postura espiritual assumida pelo educador. Os ensinamentos, conceitos, princípios e conselhos ministrados aos seus alunos, dificilmente deixarão de influenciá-los. De que modo pode o professor evidenciar liderança positiva? Eis algumas dicas:
a) Apoiando o pastor de sua igreja;
b) Dando assistência aos cultos;
c) Participando efetivamente no sustento financeiro da obra de Deus (dízimos e ofertas);
d) Integrando-se à igreja: presença e atividades nos cultos;
e) Mantendo-se distante dos “ventos de doutrinas”;
f) Sendo eticamente correto;
g) Vivendo o que ensina (personificar a lição);
h) Tendo um lar cristão exemplar;
i) Apoiando a missão e a visão da igreja local;
j) Não usando a sala de aula para promover revoltas e dissoluções.
l) Colocando como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
m) Colocando como alvo a geração de novos professores a cada ano.
Como nos referimos em tópico anterior, o ministério de ensino exige dedicação integral do professor: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus Cristo” (At 5.42). Cabe aos educadores cristãos a responsabilidade de instruir, guiar e orientar o caminho de outros servos de Deus. O professor que não se limita a dar instruções, precisa ser cada vez mais consciente de sua tarefa, não no sentido de mera assistência, mas em suas atitudes e atos em relação à obra de Deus e a Cristo. O resultado desta missão será energicamente cobrado. Chegará o dia em que cada obreiro do ensino dará contas de si mesmo a Deus: “...cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).

Marcos Tuler

ENSINO PARTICIPATIVO

Ensino Participativo na Escola Dominical: Uma Nova Perspectiva para a Docência Cristã
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O Que É Ensino Participativo
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“A educação deve levar o indivíduo a atuar na realidade, porque é dela e nela que ele vive”. (Imídeo G. Nérici)

Nunca as transformações ocorridas no mundo exigiram tantos esforços do professor para se manter atualizado em sua metodologia de ensino quanto nos dias atuais. O ensino moderno não é mais dependente da expressão verbal como foi no passado. Hoje, exige-se do professor a capacidade de selecionar e utilizar novos meios e procedimentos que lhe permitam esclarecer e aplicar os conteúdos das matérias no dia-a-dia da vida dos educandos.
Nossos alunos são influenciados por um mundo dominado pelos meios de comunicação. Durante toda a semana dedicam-se inteiramente à televisão, aos brinquedos eletrônicos e à Internet. Quando chegam à Escola Dominical, trazem consigo imagens vivas adquiridas em conseqüência das numerosas solicitações a que foram submetidos pela diversidade dos meios de comunicação. Que interesse terão estes alunos em permanecerem cerca de cinqüenta minutos apenas ouvindo a voz do professor? Será que os mestres da ED estão preparados para enfrentar este desafio? Como poderão despertá-los? Atraí-los para o ensinamento bíblico? É necessário que o professor conscientize-se destas mudanças e adapte o ambiente da sala de aula e suas técnicas de ensino a esta nova realidade.
Ao educador cristão da atualidade cabe a responsabilidade de melhorar a comunicação em sala de aula, adaptando-a às necessidades dos alunos e colocando-a em termos tais que lhes permitam alcançar com êxito os objetivos da educação cristã.

I. Seus Objetivos

Pelo menos três objetivos do ensino participativo merecem destaque: o primeiro é tornar os alunos mais ativos no processo de aprender, evitando as aulas essencialmente expositivas.
Isso não significa que o professor terá de relegar as aulas expositivas. Na verdade, é quase impossível lecionar sem fazer exposições ou transmitir oralmente certa quantidade de informações, conhecimentos e experiências. A preleção ou exposição oral é parte importante do trabalho do professor e, quando bem planejada, produz resultados maravilhosos, inclusive, o de evitar a fastidiosa monotonia, sonolência e conseqüente desinteresse dos alunos.
O segundo objetivo é empreender atividades que estejam em harmonia com os interesses dos alunos e relacionados às suas próprias experiências. Isso tem a ver com o trabalho de projetos, largamente utilizado na aprendizagem de alunos de diversos níveis e faixas etárias (método didático abordado em capítulo à parte).
O terceiro, refere-se à integração e cooperação entre professores e alunos na sala de aula. Os alunos precisam se sentir à vontade em sala de aula. Para isso, deverão receber estímulo e oportunidade para falarem e expressarem seus saberes, opiniões e sentimentos. Todavia, é preciso ter cuidado com os alunos que falam demais no intuito de monopolizar a atenção do professor. Os mais experientes também requerem certo cuidado, pois, às vezes, dão a impressão de que já sabem tudo.
A experiência diz que quando há um “figurão” presente, os estudantes mais tímidos participam menos da aula. Em sua classe, todos devem se sentir à vontade independentemente da formação escolar, situação social ou econômica.

II. Suas Características

O ensino participativo caracteriza-se pela variedade de procedimentos didáticos. O professor que se utiliza apenas da preleção em sua prática docente tem dificuldades de manter seus alunos atentos por muito tempo. Eles têm necessidade de falar, propor, discutir, discordar, conflitar, apresentar soluções e executar algum trabalho ou atividade que os torne, não apenas participantes, mas atores, agentes de sua própria aprendizagem.
Ensinar permitindo a participação ativa do aluno não significa entregar-lhe toda a responsabilidade sobre sua aprendizagem. Afinal, ele deverá ser orientado em todas as demandas educativas. O que se pretende é fazer com ele abandone a passividade e inatividade.

1. Centrado no aluno e não no professor ou conteúdo.

O ensino centrado no aluno não pretende produzir técnicos equipados de conhecimentos informativos. Sua função é bem mais nobre, porque visa criar condições favoráveis à auto-aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento intelectual e emocional do aluno. Ensinar de fato não é apenas passar conhecimento, mas estimular o aluno a buscá-lo por si mesmo, pois a verdadeira função do professor é criar condições para que o aluno aprenda sozinho. No ensino participativo não há espaço para repetidores passivos da cultura transmitida pelos mestres.
Segundo o educador Carls Rogers, “não se pode ensinar a outra pessoa, diretamente; podemos somente facilitar-lhe a aprendizagem”. Nesse caso, é o professor que precisa mudar de postura. Deverá trocar sua atitude professoral pela de facilitador da aprendizagem. Em outras palavras, de nada adianta o mestre olhar o discípulo de cima para baixo, com ares de superioridade e arrogância. O aluno tem direito, precisa e deseja aprender da melhor maneira possível.
Pode-se dizer com toda franqueza que o objetivo do ensino centrado no aluno consiste em assisti-lo a fim de que se torne responsável, empreendedor e autodetermidado. Os conhecimentos aprendidos deverão ser aplicados de modo que sirvam de ferramentas para solução dos seus problemas.
A educadora Sharon Bowman expressou-se da seguinte maneira: “Se você quiser que seus alunos escutem, fale; se quiser que eles aprendam, deixe que eles falem”. Isso está de acordo com o que lecionou o famoso filósofo da educação Montaigne: “Não é bom que somente o professor invente e fale, mas que ouça o discípulo falar por sua vez”.
No ensino participativo o aluno é a figura principal do processo, e por isso tem o direito de falar, responder, fazer, refazer, criar, recriar e interagir com o professor e com os colegas.
A pedagogia antiga exagerava a importância do mestre no processo de ensino, esquecendo-se que, na aprendizagem, o importante são as respostas e reações do aluno e não o trabalho do professor. Às vezes, as aulas eram até interessantes e atraentes. Os recursos eram apropriados e engenhosos. Utilizavam desenhos, modelos, cartazes, esquemas, diagramas, mapas etc., mas, infelizmente, o professor executava, pessoalmente, quase todo o trabalho e os alunos mantinham-se inertes, passivos, sempre em atitude receptiva. Respondiam as perguntas do professor sem contudo, interferirem voluntariamente na solução dos problemas e dificuldades do processo. Não tinham interesse pela aprendizagem.
O mesmo não acontece com o ensino moderno. A nova didática modificou completamente a atitude do mestre em classe. O trabalho de aprendizagem é feito pelo próprio aluno, restando ao mestre a relevante função de facilitar, estimular e orientar as atividades dos discípulos.
O professor deve construir o conhecimento na presença e com a participação efetiva do aluno.
Recentemente, ouvi de uma professora da classe dos primários, um relato muito interessante. Ela havia preparado um cartaz para ilustrar sua aula com todo capricho. Fez todo o trabalho em casa. Colou figuras, desenhou, pintou as bordas, enfeitou com purpurina, enfim, a ilustração ficou realmente muito bonita. Levou o cartaz para a sala e fixou-o no quadro-de-giz. As crianças, quando entraram na sala, correram em direção ao cartaz, o que era natural, começaram a mexer nas figuras, tentando identifica-las.
Quando a professora percebeu o que estava acontecendo, ficou furiosa. Num rompante, guardou aquele recurso impedindo que as crianças se aproximassem dele.
O ideal é que o professor elaborasse o cartaz na sala de aula e com o auxílio das crianças. Porque elas precisam entrar em atividade para poder de fato aprender.
Nós, professores gostamos de trazer para sala de aula tudo arrumado em nossa mente. Isto é bastante confortável. Tudo pronto. Não queremos que nossos alunos derrubem nossas construções. É uma situação incômoda para nós. Porém, se nossos alunos não “desconstruírem” e reconstruírem, jamais aprenderão. Segundo o professor Alvin Toffler, “o analfabeto do século 21 não será aquele que não pode ler ou escrever, mas aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender.”

2. Utiliza-se da comunicação multilateral e não unilateral.

A comunicação na sala de aula deve ser multilateral e não unilateral, isto é, entre os alunos e o professor e não apenas do professor aos alunos. Os educandos têm o direito de expressar livremente suas opiniões, idéias, sentimentos e vivências. Afinal, eles são parte integrante do processo de aprendizagem e, em hipótese alguma, deverão receber passivamente o conhecimento de outra pessoa. Ao contrário, terão de agir e interagir com todos os participantes do labor educativo.
Exemplos de técnicas de ensino caracterizadas pela comunicação multilateral: Trabalho de grupo, estudo de casos, dramatização, pequenos grupos de estudo, discussão em painel, painel-parlamento, dinâmicas de grupo etc.

Vejamos o que acontece quando o professor opta pela comunicação multilateral:

a) Permite a troca de experiências.

O mestre que pretende manter seus alunos interessados e realmente dispostos para o aprendizado, deverá ser mais que um simples expositor de pontos disciplinares. Terá de permitir e incentivar a troca de experiências na sala de aula. Em outras palavras, terá de ser um exímio animador de inteligências coletivas, pois só se aprende de verdade num ambiente de total participação e colaboração – aprendizagem cooperativa, colaborativa.

b) Ensina de forma dialogal.

Foi dessa forma que os mestres ensinaram os novos crentes na Igreja Primitiva. As reuniões de ensino aconteciam nas casas dos irmãos. Todos aprendiam uns com os outros por meio do diálogo, da conversa, da partilha ou troca de experiências. Os que sabiam um pouco mais, passavam seus conhecimentos aos neófitos em tom de conversa, informal, familiar, de modo que todos podiam compreender a mensagem proveniente dos apóstolos e, em muitas ocasiões, diretamente do Espírito Santo.
O famoso educador Paulo Freire dizia que ensinar por meio do diálogo é, antes de tudo, “uma atitude de amor, humildade e respeito pelo outro”. O educador precisa entender que todos têm condições de falar, opinar, fazer, refazer, criar e recriar, etc.

c) Promove a inteligência plena.

Promover a inteligência plena significa desenvolver o pensamento analítico, criativo e prático do aluno. São poucos os mestres com coragem suficiente para expor seus conhecimentos sem medo de seus alunos questionarem suas idéias ou até mesmo desacredita-las. Por isso, os professores, em sua maioria, preferem que seus alunos estejam interessados apenas na memorização mecânica do contudo.
Em vez de analisarem o conteúdo recebido figuram como meros recipientes ou arquivos onde o professor deposita o seu conhecimento (Paulo Freire).
Deixe os alunos desenvolver suas idéias, fazer perguntas, participar e sentir incentivados a solucionar problemas, pensando independentemente. Por isso, tem que programar tempo para atividades e não somente ter uma aula passiva. Participação é principal! Tem que estimular os alunos a explorar conseqüências e e pensar em possibilidades. Acorde e desperte a imaginação dos alunos.
Crie um ambiente de respeito e de aceitação, não somente de sua parte, mas entre os alunos, protegendo o trabalho criativo do aluno da crítiva destrutiva e das gozações dos colegas. Elogie os esforços dos alunos, aceitando opiniões divergentes e diferentes. Crie o hábito de valorizar o trabalho dos alunos, suas contribuições e idéias. Fale sempre: “Você é capaz!” “Você é habilidoso!”

3. Objetiva o contato do aluno direto com a realidade.

A maioria dos professores utiliza-se da exposição oral para ministrar suas aulas. Quando estão diante da classe acham que sua função resume-se em explanar, informar, enumerar, definir, conceituar, comentar, tudo oralmente, sem a mínima participação do aluno. Conforme expôs Montaigne: “É um incessante vozear aos nossos ouvidos (...) como a despejar algo num funil e nossa tarefa se reduz a repetir o que nos foi dito.”
Os professores precisam evitar o excesso de verbalismo e os demais bloqueios de comunicação (desinteresse, imperceptibilidade, desconforto, confusão de conceitos, devaneios etc.) que se interpõem entre eles e os alunos em suas classes. Falam demais e quase nunca levam em conta as carências, demandas, expectativas e a realidade dos seus alunos. É Preciso mostrar a eles os elementos relacionados às palavras a que nos referimos. Os alunos têm necessidade de visualizar os elementos essenciais dos conceitos para entendê-los e assimilá-los.
Por isso é imprescindível que trabalhemos com todo tipo de recursos didáticos, principalmente os visuais e audiovisuais: ilustrações, cartazes, gráficos, fotos, desenhos, figuras, gravuras, mapas, objetos, materiais tridimensionais, transparências, vídeos, DVDs, data-show etc.
Precisamos compreender de uma vez por todas que nossos alunos precisam ter contato direto com a realidade para aprender. Imagine que um determinado professor esteja ensinando com bastante entusiasmo sobre a vida de Abraão. Ele diz algo mais ou menos assim: “Abraão foi um homem de muita fé. Por isso, Deus o abençoou e, em razão de sua obediência, fez-lhe grandiosas promessas”. E o efusivo mestre continua a aula contando vários episódios da trajetória de fé do patriarca. Mas... de repente... um aluno lhe interpela sutilmente: “Professor, o que nós temos a ver com a vida desse homem que viveu há milhares de anos? É aí que o professor tem de contextualizar seu ensino. Fazer com que os assuntos tratados pela Bíblia tenham sentido para a vida real dos alunos.
Imagine, se este mesmo professor resolve dar um show de conhecimento em Geografia Bíblica. Então, ele começa a ensinar: “Abraão saiu de Ur dos Caldeus e foi para Canaã.” E começa a dar explicações pormenorizadas: Ur dos Caldeus fica na região Mesopotâmia, onde estão os famosos rios Tigre e Eufrates. Então, um aluno curioso pergunta-lhe: Professor, Ur dos Caldeus, existe? Posso localizar esta cidade no meu Atlas Geográfico? É aí que o professor preparado, de posse de um mapa bíblico e do geográfico universal, diz: É claro que este lugar existe. Ur dos Caldeus é hoje o Iraque. Inclusive, os rios Tigre e Eufrates existem no mesmo lugar. Então os alunos concluem: “ah, então, a Bíblia é um livro atual! Ela diz a verdade! Rubem Alves, famoso educador brasileiro, leciona que “quanto mais separado da experiência for determinado conteúdo, mais complicadas serão as mediações verbais”. Segundo ele, “o que é imediatamente experimentado não precisa ser ensinado nem repetido para ser memorizado”.
O professor não deve apenas narrar um fato para que se chegue aos ouvidos do aluno, mas representá-lo graficamente a fim de que se imprima na imaginação por intermédio dos olhos. Como afirmou Rousseau: “Nada de discursos à criança que ela não possa entendê-los (...) não tolero as explicações puramente verbais: os jovens não lhes prestam atenção e nada aprendem deles.”

Extraído do livro "Ensino Participativo na Escola Dominical", CPAD, de autoria do professor Marcos Tuler - marcos.tuler@cpad.com.br